Per i noscc antenacc, dumandà cumè i staa quanta i sa truaa, lera na ubrigassiù, cumè salüdas. Se na persuna la saia che ergü dela cà la ghera qualche malatia, o la ghera fat na uperassiù o la sera fata mal, e se i sa truaa nde na banda e i ga dumandaa mia, lera cumè na ufensa o fat de poc.
Nedel tep de ades, töt lè diferent, tante persune ga pias mia che sa ga dumanda, tance i fà parì nigot gnaca se i sà, sul per fà de poc o per mia scultà el dulur de loter; a olte ghè chei che troa che dumandà lè is curius e che lè mia dela sò cönta…
Che pecat! Dele olte truas cona persuna e dumandaga cumè la stà o de ergü dei sò, cüra fin brighe, passa vià mace de nquai ufense e cüra tance mai per cönta de parlà nsema e truà parole de cunsolo.
Elura! Quanta ta sa troet con ergü, sparagna mai de dumandà: Cumè ta sté? Me be. E te? E töt sa giösta sö e sa furnis co ü strücü e fà passà tante robe che fa mal.
Incoi poche righe in Bergamasco. Texto dea nostra amica Elaine Giroto-RS.
Como estás?
Para os nossos antepassados, perguntar como estavam ao se encontrarem, era uma obrigação como se cumprimentar. Se uma pessoa sabia que esteve doente, fez uma cirurgia, sofreu um acidente ou alguém da família estivesse doente, ao se encontrar em algum lugar,
não perguntar sobre, era uma ofensa ou fazer de pouco.
No tempo atual tudo é diferente, tem pessoas que não gostam que perguntem e até fingem não saber de nada, mesmo sabendo, para fazer pouco caso ou por não querer ouvir a dor do outro; tem pessoas que ao serem interrogadas sobre sua saúde o a de um familiar, pensam que quem pergunta é ser curioso e que não é da sua conta.
Que pena! Às vezes se encontrar com alguém e perguntar como está ou sobre alguém da família, faz tão bem que supera brigas ocorridas, destrói mágoas e cura muitos males por falar junto com alguém, desabafar e encontrar palavras de consolo.
Então, quando se encontrar com alguém não poupe de perguntar: Como estás? Eu bem. E você? E tudo se ajeita, termina com um abraço e faz passar muitos males.